sexta-feira , 22 setembro 2017

Saber ouvir o funcionário dá retorno

Há empresários muito convictos na maneira de conduzir seus negócios. Por um lado é bom, pois é preciso ter firmeza para iniciar e manter um empreendimento. Por outro, essa postura pode virar uma armadilha. De tão centrados em suas ideias, acabam se isolando e não enxergam quem está em volta. Pecam no ofício de saber ouvir. E uma das principais fontes de informação para o dono de uma empresa é sua própria equipe. Daí a importância de manter-se receptivo para o que o funcionário tem a dizer.

Nem sempre o empregado vai trazer uma sugestão que realmente contribua para aperfeiçoar um produto, serviço ou processo. Tampouco o proprietário do negócio vai estar sempre certo e ter a solução na palma da mão. É natural que seja assim. Mas a comunicação entre eles abre a porta para avanços. Quando os funcionários têm a oportunidade de participar e se expressar, eles se sentem mais integrados à empresa e motivados.

Para promover o engajamento e a troca de ideias, o empreendedor precisa sair da sua “torre de marfim”. Saber se a equipe está satisfeita, quais suas necessidades e o que pode ser melhorado é o caminho para construir uma relação colaborativa, que vai além de cada um cumprir estritamente sua função.

Um passeio do dono por todas as áreas da empresa durante o expediente e uma conversa individual com as pessoas no local onde cada um cumpre sua jornada pode ser bem proveitoso. Os funcionários conhecem bem os detalhes de suas funções e certamente têm alguma observação a fazer sobre seu campo de atuação. Ouvir o funcionário é uma demonstração de interesse por parte do patrão e ainda permite tomar pé de situações que não chegam a ele se fechado em sua sala.

Muitos varejistas têm uma caixa para sugestões dos clientes. Por que não uma para os empregados? Ou um e-mail para eles se manifestarem? Que tal designar alguém para centralizar as comunicações sobre o que ocorreu no dia e depois repassar ao dono da empresa?

Mas um detalhe é fundamental: todas as sugestões merecem resposta, senão, com o tempo o “cliente interno” perderá o estímulo para falar.

Uma maior interação entre empresário e funcionários, com troca de informações, pode resultar em mais produtividade e ganhos, combinação sempre bem-vinda.

Bruno Caetano2012020227 copy

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP