domingo , 23 abril 2017
Aplicativo conecta alunos e professores para aulas particulares e em turmas

Aplicativo conecta alunos e professores para aulas particulares e em turmas

Aula Up promete também ser uma ferramenta para aluguel de salas ociosas para aulas em turmas

Aproximar professores que buscam uma renda extra e alunos que precisam ter aulas de reforço, estudar um novo idioma ou aprender a tocar instrumentos musicais é a premissa do aplicativo Aula Up, lançado há apenas dois meses, em outubro. Idealizado pelos brasilienses Thiago Almeida, Pedro Werlang e Herivelton Mendes, o aplicativo promete também ser uma ferramenta para aluguel de salas ociosas para aulas em turmas.

Semelhante ao Uber, os professores da Aula Up recebem a notificação do interesse do aluno, entram em contato com ele pela plataforma, agendam o dia e definem em conjunto o local das aulas. Para facilitar, o algoritmo do aplicativo sinaliza alunos e professores mais próximos geograficamente.

O pagamento é feito pelo aplicativo, após as aulas. Todo aluno cadastrado deixa disponível o número do cartão de crédito, assim como nos serviços de streaming. Após o profissional informar a duração da aula, o aplicativo efetua a transação e o aluno é notificado da cobrança. O profissional recebe até 80% do valor das aulas em até dois dias.

O CEO e co-fundador Thiago Almeida explica que os valores são praticados em duas modalidades. Uma é o Plano Imediato, por R$ 55 fixos, no qual o professor se desloca até o aluno em até duas horas. Outra é o Agendado, com um mínimo é R$ 30, mas que pode variar de acordo com o valor ofertado pelo profissional.

Para os professores que desejam dar aulas em grupos, a startup trabalha em um projeto piloto que vai permitir ao profissional montar as turmas e alugar uma sala ociosa dentro de alguma escola ou instituição.

A ideia, segundo o empreendedor, é que o aplicativo ofereça uma listagem de salas ociosas para que o usuário escolha por localização ou preço e dê um preço à aula de forma inteligente. “O professor vai cadastrar um valor para determinada quantidade de aulas e o algoritmo do aplicativo vai dizer quantos alunos ele vai precisar para que seja um negócio rentável; a partir disso, o curso só será confirmado se tiver a quantidade mínima de alunos”, explica.

Atualmente o serviço está disponível apenas em Brasília, para alguns usuários. Ainda não está fechado como será feita a remuneração do negócio para os sócios, mas o objetivo é que a startup fique com algo entre 15% e 20% sobre o valor cobrado, e que parte dos recursos sejam direcionados para pagamento do dono da sala e outra parte para o professor.

A previsão é que a partir do primeiro semestre do ano que vem o serviço esteja disponível em São Paulo.

Segurança

Qualquer professor pode se cadastrar na plataforma e qualquer dono de uma sala ociosa também, mas, para a segurança do processo, ambos serão avaliados pela Aula Up.

Os professores deverão enviar documentos como atestado de antecedentes criminais, RG, CPF e currículo e fazer uma verificação de aprendizagem para que seja checado seu conhecimento na área. Os alunos também poderão avaliar o profissional.

No caso do aluguel das salas, o proprietário deverá preencher um cadastro e mandar a foto do ambiente. A Aula Up fará uma visita técnica para validar o local.

Início

Empresários do setor educacional em Brasília, Thiago Almeida, que tem um grupo com 2 mil alunos, e Herivelton Mendes, proprietário de outro com 10 mil, enfrentavam problemas com as salas de aula ociosas e também com a dificuldade de encontrar professores particulares para os próprios filhos. Estudaram o mercado, adicionaram ao time Pedro Werlang e o trio decidiu empreender.

Antes de a operação começar, trabalharam na estruturação da startup por oito meses. Neste ano receberam um aporte de R$ 500 mil da Altran Technologies, consultoria francesa, e devem chegar a R$ 1 milhão nos próximos quatro meses.

Os empreendedores ainda não falam em valores, mas esperam para o próximo ano expandir os serviços para mais três estados, aumentar a base de professores para 10 mil e a de alunos para 30 mil. Hoje a plataforma tem 600 professores na base e mais de cinco mil alunos cadastrados.

Elaine Coutrin